Direção: Nando Britto e Vera Pierroni
Como eu disse no post sobre A Escola de Tempo Integral fomos semana passada (sexta-feira) assistir a uma peça teatral. A peça chamou bastante atenção de todo o ensino médio já que Vidas Secas é uma obra classica de Graciliano Ramos (autor brasileiro) que caracteriza muito o regionalismo do nosso país.
A peça está em cartaz no Teatro Elis Regina - São Bernardo do Campo e pagamos R$10 pela entrada com desconto, o valor normal é R$30.
A história gira em torno de uma família, Fabiano, Sinhá Vitória, Baleia (cachorra) e os dois filhos do casal (mais novo e mais velho) que estão sofrendo com o tempo de seca do nordeste. No meio de suas viagens sem destino, encontram uma casa abandonada e resolvem se abrigar nela, já que por lá não havia ninguém.
Depois de um tempo chega um senhor na nova casa da familia e pergunta quem eles são, pois a casa era dele e não de Fabiano, que insiste para o dono deixa-los permanecer por lá e cuidar de suas terras. O dono aceita e propõe um valor pelos seus serviços além de moradia.

Como minha professora disse, algumas partes foram cortadas e a ordem dos acontecimentos trocados, mas fora isso a peça foi além do que esperei, critica a politica, seca e fome além de colocarem a quantidade de humor correta para que a história não ficasse cansativa e chata. Interação com o publico foi essencial, principalmente com um publico do ensino médio que sabemos (realidade brasileira) que não esta acostumado com o teatro.
O elenco consiste em apenas quatro atores: Janaína Morelato (Sinhá Vitória), Lucaz Felipe (filho mais velho), Nando Britto (Fabiano) e outro ator que não lembro-me o nome dele, sorry. Estes quatro atores são os unicos a interagir no palco, sendo não apenas Sinhá Vitória mas também outros personagens, cada um com sua característica. Tenho que parabenizar o ator Lucaz Felipe, que na minha opinião conseguiu expressar muito bem os sentimentos através do olhar e da pouca fala de seu personagem, os outros atores também foram dignos e maravilhosos mas me encantei com sua atuação.
O final da peça, toda a história e mais detalhes só lendo o livro e assistindo ao espetáculo.
Legal também foi os atores e o roteirista ter iniciado uma discussão sobre o livro e ter explicado como foi o processo para escrever a peça, as dificuldades e estar aberto a perguntas. Acho que isso foi um choque para todos, não esperávamos por isso e acabamos não perguntando nada. Tiramos uma foto com o elenco e o terceiro ano.
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